terça-feira, 21 de junho de 2016


                                   4-ESTUDO DO MEIO AO BAIRRO DA LUZ


Chegada ao parque da Luz:



No dia 09/04/2016 ás 09h00min chegamos ao ponto de encontro na pinacoteca. Fundada em 1905, a pinacoteca do estado é o museu mais antigo da cidade com cerca de 9.000 obras, apresenta um amplo panorama da arte brasileira a partir do século XIX.

Em seguida partimos para o parque da Luz onde podemos observar belas paisagens.


Estação da Luz

 

O estudo do meio foi de grande importância para a nossa aprendizagem e conhecimento a respeito do bairro da luz. O bairro da Luz, para quem não sabe, foi um dos bairros mais elegantes de São Paulo isso há muito tempo atrás.

O nome Luz surgiu quando Domingo Luís, conhecido como “o carvoeiro” por trabalhar na produção de carvão (combustível que tem a ver com iluminação e aquecimento), construiu uma capelinha numa região de Guaré chamada Ireripiranga que, por devoção do pessoal que trabalhava com ele, foi dedicada á nossa senhora da luz.


Dessa forma, o bairro recebeu em 1865 a Estação da Luz, o que gerou profundas mudanças no bairro. A área se valorizou e a administração pública realizou obras de melhoria integrando o bairro ao centro da cidade. O comércio no entorno da estação diversificou-se para atender os viajantes com hotéis e restaurantes.

 

Campo do Guaré ou Caminho do Guarepe- em linguagem indígena “matas em terras molhadas” porque em épocas de chuva os rios Tamanduateí e Tietê transbordavam e inundavam o local. Guaré foi ocupado durante muito tempo por fazendas e o gado andava solto pelos pastos. Mas pouco a pouco, pântanos foram aterrados, pontes construídas e locais como o Jardim da Luz e o seminário episcopal erguido junto com a igreja São Cristóvão.


Seminário Episcopal e Igreja de São Cristóvão 


 

O conjunto formado pelo Seminário Episcopal e Igreja de São Cristóvãofoi construído em meados do século XIX, em taipa de pilão, com doações obtidas pelo bispo D. Antônio Joaquim de Mello localizada na Avenida Tiradentes. Em 1860 teve inicio a construção de ferrovia The São Paulo Railway Company, por iniciativa do Barão de Mauá, em associação com o capital inglês para o escoamento da produção cafeeira do interior para o porto de Santos.

Parque Jardim da Luz
Mais antiga área verde da cidade e originalmente concebida para ser um jardim botânico, o jardim da luz foi criada pela coroa portuguesa em 1798.

 
Aberta ao público em 1825, conta com muitos atrativos em seus 113.400 metros quadrados, como a gruta com a cascata e o aquário subterrâneo, além de expor quase 50 esculturas de artistas como: Lasar Segal, Victor Brecheret, Leon Ferrari e Almícar de Castro.

Ao entramos na gruta que se encontra ao redor do parque já quase próximo de um dos portões principais, obtivemos a compreensão que um dos orientadores de nosso curso Através do estudo do meio observamos que o parque da luz antigamente era um jardim botânico com muitas riquezas em sua fauna e flora, nos dias atuais é possível encontramos vegetações desde a época da sua descoberta, sendo intocável pelo homem, vimos também uma variedade de passarinhos e peixes ao redor de todo trajeto. O parque possui muita influencia da arquitetura inglesa, pois eles utilizavam o ferro para criar as estátuas,  o correto, as luminárias e ponto chique nesse período era o ponto de encontro preferido da sociedade paulista. E nos dias de hoje ainda nos encanta pelos seus ricos detalhes. Disse em sala de aula sobre a paisagem natural a que não tem intervenção do homem.

Uma diversidade muito grande de vegetação e árvores frutíferas, nativas e exóticas. É um senário de rara beleza, espalhadas por seus caminhos.

Observamos que os próprios funcionários do parque incentivam a leitura atrás da exposição de gibis, livre, jornais e revistas gratuitamente.
A leitura pode nos embarcar em uma grande viagem nos surpreendendo em todo                  o seu trajeto. Desenvolver o gosto na criança pela leitura acaba despertando uma curiosidade é uma fonte de entretenimento e prazer.

A leitura é uma viagem fantástica ao mundo do conhecimento, onde só você, “quer ler”, tem a oportunidade de transcender! (Simone Ischkanian)
No parque da luz podemos relacionar o que Freinet nos ensina referente ao estudo prático através da observação e da descoberta fora do âmbito escolar.
Ao brincar a criança usa a imaginação, o raciocínio logico, a areia é um elemento natural que auxilia no trabalho com crianças agitadas, pois tranquiliza e tem o poder de fazer com que elas se concentram na atividade.

O Lado Negro da Luz

Apesar de ser bairro histórico, o bairro da Luz também tem o seu lado obscuro, os motivos são a prostituição, o alto consumo de drogas e a violência. O consumo de crack em algumas ruas próximas á estação chega assustar muita gente. O número de pedintes e de pessoas dormindo nas calçadas, além do cheiro xixi. (que, aliás, infesta grande parte da região central) espantam os turistas. Quando a prostituição (hetero e homossexual) ela rola nas calçadas, no parque e até na estação.
Como foi citado em sala de aula pelo professor que encontraríamos prostituição ao redor do nosso percurso pudemos registrar essa situação que no caso é a própria profissional de sexo que chega até o cliente para marcar o ato sexual. Identificamos muitas senhoras realizando essa pratica com exceção desta moça que apresenta uma fisionomia jovial.

Constatamos que existe sim policiamento que identifica essas situações, porém nada em relação é feito que no caso fica dentro do parque da Luz e próximo a onde estão as crianças brincando. Ressaltando que a prostituição se estende as imediações do bairro.

Durando o nosso trajeto ao sairmos do parque da Luz ,  já com olhar critico conseguimos observar varias situações ao nosso redor que sempre estiveram ali, porém é como se nunca tivemos as visto.
Seguimos para a ocupação Mauá para entendermos ainda mais sobre as degradações que as imediações do bairro da Luz nos mostra.

 

Um cadeirante em meio à pista construída para passagem de bicicletas.

Se pararmos para observar o que tem para facilitar o acesso das pessoas com deficiência nas ruas é pouco mínimos ou às vezes nada. Quando não obtemos o olhar voltado para essas necessidades não identificamos o quão importante isso se torna no âmbito social dessas pessoas.

Através do filme Mary e Max podemos associar essa necessidade com o personagem Lenvizinho de Mary que além de cadeirante possui outra deficiência que é a agrofobia que prejudica ainda a sua relação seu mundo externo.
Ocupação Mauá
O antigo hotel Santo Dumont localizado na Rua Mauá número 342 foi ocupado em 2007 por sem tetos após ser largado pelos proprietários na década de 90, cuja fachada do prédio era cinza, sujo e pichado, após uma reintegração de posse a fachada foi pintada por moradores com dinheiro arrecadado dentro da ocupação, além da pintura houve outras reformas como no quadro de luz e na parte hidráulica, essas reformas estão acontecendo mesmo com risco eminente de despejo.
Quando chegamos para conhecer a sala São Paulo que fica localizada próxima a Praça Júlio Prestes, visualizamos muitos dependentes químicos realizando o consumo de drogas em plena luz do dia. O que nos chama a atenção é o fato de ser à frente de uma grande estrutura localizada em uma região que circula inúmeras pessoas que desfia seus olhares a estás pessoas que suplica por socorro. Infelizmente o nosso amor ao próximo esta se esvaindo a cada dia e com isso as oportunidades não podem ser aproveitadas.
Visitamos o memorial da resistência, Sala São Paulo.

O Centro Cultural Júlio Prestes, que se localiza na antiga Estação Júlio Prestes, na cidade de São Paulo, foi inaugurado no dia 9 de julho de 1999. O edifício foi completamente restaurado e remodelado pelo Governo do Estado como parte do projeto de revitalização do centro da cidade.

A construção da memória e o cotidiano nas celas do antigo DEOPS/SP, este eixo trata exclusivamente do período do regime militar (1964 a 1983), a partir de diversos recursos expo gráficos como uma maquete tridimensional que permite ao visitante que compare o espaço prisional dos anos de 1969 a 1971 com o momento atual.

A primeira cela mostra os trabalhos do processo de implantação do Memorial da Resistência.
O resgate do passado só possível por meio das fontes, a história é feita de passado e presente.

A segunda presta uma homenagem aos milhares de presos desaparecidos e mortos em decorrência de ações do DEOPS/SP.
Na terceira cela foi reconstituída a partir das lembranças de ex-presos políticos.
A quarta cela oferece uma leitura da solidariedade entre os que estiveram encarcerados naquele local.
Existem muitos registros pelas paredes de freiras, padres relatos que de fato a tortura estava presente por toda parte.
Em uma das celas tivemos o prazer de escutar relatos de como tudo ocorria referente ás agressões físicas mentais e psicológicas.
Informações valiosíssimas como a prisão de Monteiro Lobato pela preservação do petróleo e Paulo Freire pela sua luta a favor do plano nacional de alfabetização onde sua mobilização social acabou sendo reprimida e Paulo Freire foi considerado revolucionário, sendo preso e, depois, sendo obrigado a deixar a sua própria pátria por perseguição. Assim, esse projeto foi abordado, em seu lugar, surgiu o movimento Brasileiro de Alfabetização, porém distinta do método freiriano. O método Paulo Freire era estimular a alfabetização dos adultos mediante a discussão de suas experiências de vida entre si e da compreensão do mundo.

Esculturas de artes de Flávio Cerqueira nomeado como “Antes que eu me esqueça” reproduz a imagem de uma criança se olhando no espelho.

No quarto andar do memorial há obras de artes de artistas como Tarsila do Amaral, Miguelzinho Dutra, Firmino Monteiro, Estêvão Silva (Obtendo uma ressalta importante sobre Estêvão Silva um importante pintor, desenhista e professor brasileiro da segunda metade do século XIX, Primeiro pintor negro de destaque formado pela Academia Imperial de Belas Artes.
Ângelo Agostini 1843 foi um desenhista Italiano que afirmou sua carreira no Brasil e foi a mais importante arista gráfico. Nas fotos é possível relacionar com o livro Ler na escola o real, o possível e o necessário segundo a autora Délia Lerner “Para despertar no aluno o desejo pela leitura e escrita é necessário estimulando às emoções, o exercício da fantasia e da imaginação do aluno”. Além de permitir a compreensão do processo comunicativo que está explicito na pratica da leitura e da escrita.
Muitas pessoas passam diante de alguém que estão em situação de rua ,criticam ,julgam, mas não sabem a história que existe por traz de um homem de aparência simples. Vimos no livro homem pássaro, as dificuldades que foram enfrentadas por Pedro e seu tio Jonas, para não chegar ao ponto de ficar nessa situação. Um carroceiro sentado em frente à sala São Paulo com seus pertences como papelão, sacolas plásticas, caixas de madeiras, muitas vezes é tudo que ele possui.

Isto nos faz lembrar um caso não muito antigo: trata se do senhor Francisco Erasmo Rodrigues de Lima, ele tinha 61 anos, que estava em situação de rua a mais ou menos 10 anos, por conta do álcool e de vez em quando ia pernoitar em centro de acolhida, tevê problemas com a justiça, mas a questão que realmente mantinha em situação de rua era o álcool.No dia 4 de setembro de 2015, ao salvar a vida de uma mulher que estava como refém, em frente à igreja Praça da Sé, veio a falecer por ter um ato de herói. Quantos teriam coragem de tamanha atitude.


Ao termino do nosso diário de bordo finalizamos o nosso estudo do meio com um olhar mais critico diante das coisas que de sala e com algum de nossos orientadores de curso. Fica a nossa imensa satisfação e agradecimento em ter nos proporcionado está rica experiência ocorrem ao nosso redor, junto com nossos colegas.







 

















































Nenhum comentário:

Postar um comentário