terça-feira, 21 de junho de 2016



3- RELATÓRIO FILME MARY E MAX: UMA AMIZADE DIFERENTE

 

Adam Elliot é o diretor e roteirista australiano, que se inspirou em histórias reais para compor seus personagens do filme.Este é seu primeiro longa-metragem, tendo anteriormente dirigido curtas, com o premiado Harvie Krumpet, que faturou o Oscar em 2004.

O filme:”Mary e Max: Uma Amizade Diferente”,  divulgado em 2009, de animação claymation, australiano, dos  gêneros humor negro/drama, com duração de 90 minutos; ao assistirmos vamos nos deparar com situações que convivemos constantemente, assuntos abordados de extrema importância, que passam despercebidos por muitas pessoas.

No longa-metragem, é abordado  temas como: depressão, ansiedade, negligencia, morte, prisão, isolamento, fobia social, alcoolismo, furto, bullying, adultério, religião, obesidade,deficiência física, autismo(sídrome de asperger).São contadas de forma delicada e envolvente.

Todos os anos ingressam nas escolas, na maioria públicas, uma grande parcela de crianças e adolescentes, com uma história de vida nestas situações, somados ao quadro de pobreza, desemprego, drogas e alcoolismo, que envolvem suas famílias.Faz-nos refletir que os nossos alunos pode chegar na sala de aula com estes traumas infantis ou com alguma necessidade especial.Devemos então, estar preparados para está situação e não ter preconceitos com nossos alunos nesta situação , sejam eles crianças ou adultos.

No decorrer do filme, a criança Mary de 8 anos, se depara com as dificuldades à sua volta.Mas ela sozinha se interessa e consegue resolver seu maior problema, que é ter um amigo; escolhendo um endereço aleatório na lista telefônica e mandando uma carta.O filme mostra que acriança quando aprende a ler e a escrever, ela se torna criativa, sabe usar o seu conhecimento, sua imaginação e sai do seu sofrimento.

Já em Max, ele tem 44 anos, vive sozinho e, é autista (síndrome de asperger), mas não se reconhece como doente,  apenas diferente.Dentro deste contexto ao receber a carta de Mary, primeiramente Max não sabe que atitude tomar, ele não esperava que alguém escrevesse para ele. Max então,  analisa e concluí que iria responder a carta de volta; talvez a inocência da criança  tenha despertado em Max, sua coragem e a vontade de ter um amigo de verdade; acabou sendo mais forte que o medo.Assim acontece a cor vermelha entrando em cena; nos mostrando que quando fazemos uma amizade, o nosso mundo fica mais colorido,  além das cores anteriores de marrom para o mundo de Mary  e o cinza para o universo de Max.

Finalizando o filme, por fim vamos observar que a amizade de Mary e Max sobrevive a todos os altos e baixos da vida.Enquanto Mary cresce, Max envelhece. E um apoia o outro em suas dúvidas e conflitos mesmo que nunca tenham se visto pessoalmente.

Comentário:

Ao percebemos que o filme seria de animação, nos imaginávamos que seria um filme voltado para as crianças (público infantil). Contudo ao observarmos e estudar o filme, concluímos que na realidade mostra histórias trágicas de vida de uma criança e de um adulto;  sendo então mais votado ao público adulto, que irá compreender com mais facilidades e clareza, os temas abordados.

Muito bem contada a história do filme; mostrando os personagens e as pessoas que guardam grandes cicatrizes dentro de si, com o seu interior ferido e abalado; tudo porquê o ser humano  sempre tem algo a estar apontando, julgando ou criticando o “outro”, mas ele esquece que ele também é o “outro” de alguém. E ambos os personagens são desconsiderados e criticados pela sociedade; a fatia por amigos, o gosto por chocolate, são algumas de tantas coisas que ambos têm em comum.

Está obra, proporciona com uma linguaguem simples e grande sensibilidade, mostrando na verdade uma lição de esperança que deposita na amizade toda a força necessária para vencer as dificuldades impostas pela vida, e grandes ensinamentos para que o público entenda e compreenda, que não devemos julgar e excluir ninguém; e sim precisamos entender,  respeitar e incluir  todos a sociedade, e não o contrário.

 

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